Superficialidade Humana
Demétrio Sena - Magé
As famílias ensinam (quando ensinam) a não roubar, matar, violar, extorquir, dizendo que é para não ser preso e para "Deus" não castigar, pois "Ele vê tudo". Não ensinam que é por ser mesmo errado. Que é pelo outro, mesmo; para não fazer o outro sofrer, pois isso é atrocidade.
Por esse ensinamento raso, ao crescermos e sermos finalmente apresentados à vantagem torpe, ao prazer de passar por cima do outro com truques que garantem a impunidade, viramos o que viramos. E agora? Como tirar do ser humano essa consciência viciada? Essa perversidade fundida no egoísmo de não fazermos mal ao outro para nós não sofrermos? De só não casarmos danos ao próximo se percebermos que pagaremos depois (presos, castigados por "Deus" ou pela sociedade)?
É pernicioso só fazermos o certo pela certeza da punição. E só fazermos o bem porque seremos recompensados (aqui ou acolá; talvez no suposto além). Não é à toa que as igrejas "convertem" indivíduos - assim mesmo, entre aspas - pelo olho grande nas bênçãos infindas aqui e nas "mansões celestiais"; nas "ruas de ouro e cristal"; nos "muros de puro jaspe" no provável (?) céu. Por terem suas dúvidas sobre as riquezas no céu, os políticos, por exemplo, querem tudo aqui mesmo; passando por cima de tudo e todos, para obterem.
Somos criados à base do "porque a polícia prende" ou do "porque Deus tá vendo", desde a instituição das leis e religiões. Não vejo como corrigir isso em alguns séculos. Só acho possível, muito amiúde, começarmos a cultivar dentro de nós o mundo que desejamos ao redor... se é que desejamos.
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Respeite autorias. É lei