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Enviado por Demétrio Sena em

Individualismos Coletivos

Demétrio Sena - Magé

Em um evento coletivo que reúne fazedores de cultura, não deveria existir qualquer disputa ou guerra de egos. Ninguém deveria estar ali só por si mesmo, mas por todos os participantes e, principalmente, o público. Dessa forma todos prestigiariam, seriam prestigiados por todos, e teriam seu espaço respeitado.

Aplaudir o outro, depois de assistir atentamente ao que ele preparou para propor ou apresentar, é uma demonstração de grandeza, ética e respeito, que deveria fluir de cada poeta, artista e qualquer outra pessoa que tenha o que oferecer, junto com outros participantes. Quem fica sempre ansioso pela própria participação e acaba não assistindo a nada... quem extrapola o seu espaço ou sua vez, quando participa, e quem se apresenta e sai sem oferecer atenção a quem vem depois, têm traços ou o pacote inteiro de narcisismo e mania de grandeza.

O coletivo não pode ser prejudicado ou interrompido pela crise de ansiedade, a pressa nem o estrelismo de quem pensa que o momento é só seu ou quase. Quem acha que foi ali para "vender seu peixe" e fazer o do outro encalhar ou apodrecer na fila rompida, na sua demora não combinada ou no esvaziamento da assistência depois do seu tempo estabelecido, não sabe viver nem agir em sociedade. Muito menos em um evento cultural coletivo.

Precisamos (também me refiro a mim) rever o nosso individualismo em encontros, eventos e "perfis" com a proposta de compartilhar. Geralmente não sabemos trocar, e quando trocamos, queremos levar vantagem; sobressair ao outro. É um "venha a mim" que torna tudo robótico e tenso, ainda que as aparências neguem.

Para ser verdadeiro, nada disso é pra você. É pra mim. Muitas vezes me flagro com esse comportamento, e preciso me convencer a não repeti-lo.
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Respeite autorias. É lei

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