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Enviado por Demétrio Sena em

A inquietação das regras

Demétrio Sena - Magé 

Quando opino negativamente sobre a natureza de um grupo social ou corporativo, em minha literatura, o que é um direito meu, se não ofender com xingamentos e acusações específicas sem provas, eu sei perfeitamente que as exceções existem. Mas não tenho que prejudicar a estética de minha escrita, com aquela repetição de "reservadas as exceções", a cada texto que publique. Quando a faixa positiva de um grupo é exceção, cabe perfeitamente generalizar.

Publiquei uma frase no meu espaço de fala em rede social, que diz: A "fornada" contemporânea de cristãos parece mesmo saber tudo de divindade... só não sabe nada de humanidade". Imediatamente a regra reagiu, dizendo que não posso generalizar, pois nem todos são assim. Mas posso. Não dizemos todos os dias, que a humanidade está decadente? Que o ser humano é perverso, egoísta? Pois então; o ser humano é assim. Há pessoas que não são, mas o ser humano, como um todo, é. Não é necessário repetir que "o ser humano, salvo exceções, é decadente, perverso, egoísta".

Se a tal "fornada" entendesse de humanidade, e fosse humana, da mesma forma eu generalizaria, com elogio, pois a existência de alguns cristãos maus não a tornaria má, como um todo. Generalizar é opinar sobre o todo, mesmo havendo exceções. Na verdade, qual é o papel das boas exceções, em regras das quais podem se livrar e não o fazem? Será que são exceções ou eternos estagiários da regra? Este texto é sobre uma "fornada". Talvez você você seja de outra.

Uma verdade é irrefutável: quem inevitavelmente reage à generalização é a regra. A exceção (em meio à regra da qual não há fuga, por ser espaço inevitável de convivência), está sempre tranquila sobre si mesma. Tem a consciência em paz.

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