O Fazer Literário
Demétrio Sena - Magé
O "escrevedor", em suas múltiplas excursões, tem o poder de flagrar aleatoriamente. É como quem sempre lança uma flecha para cima, sem mirar nenhum alvo, e de vez em quando vê cair um pássaro, atingido em pleno voo. Pássaro que que o "arqueiro" nem imaginava cortar o espaço especificamente acima dele.
Os alvos, muitas vezes não seriam alvos, mas de alguma forma coercitiva se oferecem como tais. São aquelas perdizes que dizem "aqui estou, caído aos seus pés, confessando não sei o que". Ou é como se o arqueiro não soubesse por que acertou; no entanto, o pássaro tivesse plena consciência de por que foi atingido. Para o destino, a vítima não é aleatória; o alvo é muito mais do que um mero acaso.
Nas letras, em todas as suas modalidades, a mira certeira do "escrevedor" pode ser entendida como um milagre específico sobre quem a exerce. Sobre quem faz poesia; crônica; experimentos literários... literatura, em seu melhor desempenho social, humano, político, intuitivo e de outras naturezas.
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Respeite autorias. É lei