Esquerda - direita: Vamos ver Quem é Quem?
Demétrio Sena - Magé
É perfeitamente compreensível o sucesso da extrema-direita, quando quer barrar os projetos do governo em prol da população, e ao mesmo tempo, implementar seus projetos em benefício próprio: a extrema direita é capaz de tudo. Esses deputados e senadores da extrema direita fazem qualquer arruaça ou truque sujo possível. Cometem qualquer atrocidade, as piores formas de traição e truculência em prol de seus objetivos, que são sempre pessoais. Fabricam todas as notícias falsas e as distorções das verdadeiras.
A esquerda não utiliza os mesmos expedientes. Não tem coragem de fabricar mentiras nem talento para jogar sujo; enfrentar truculência com truculência, sujeira com sujeira. Falta capacidade na esquerda, para enganar pessoas simples, comprar lideranças religiosas (principalmente as evangélicas) e usar os nomes Deus, Cristo, Espírito Santo, "aleluias", "glórias" e outras exaltações para comover os cristãos mais desinformados, que acreditam em tudo que venha da boca de quem joga com a espiritualidade.
O foco destas linhas são os políticos, empresários, grandes líderes religiosos e outras figuras públicas extremistas, capazes de fazer grandes estragos na sociedade. Estragos que alcançam pessoas simples e desinformadas, para elas reproduzirem esses efeitos em seus iguais. Pessoas como aquelas que são facilmente convencidas, por exemplo: de que um governo da esquerda determinará a criação de banheiros, em locais públicos, para pessoas de todos os sexos e gêneros fazerem cocô juntos, por força de lei. Ou de que o cidadão que tem casa terá que dividi-la com moradores de rua, entre outras fake news que voltam de quatro em quatro anos, com sucesso.
Ninguém exija da esquerda o que a extrema-direita faz. A lei está sempre atrás da bandidagem; não à frente. Afinal, quem age dentro da lei precisa ter cuidado com a sociedade; pensar no cidadão comum. Pense na esquerda como a polícia responsável, que combate o bandido. Polícia responsável não atira para qualquer lado, porque há inocentes em perigo. Não acerta o bandido pelas costas nem aperta o gatilho com ele já rendido. Corre o risco de não alcançá-lo e até de ser atingida por ele, para não atingir inocentes.
Por outro lado, pense na extrema-direita como o bandido que a polícia combate. O bandido atira para qualquer lado, invade qualquer casa, faz reféns, ameaça todo mundo... não mede os atos nem as consequências. Aqui não se trata de polícia, especificamente, nem do bandido comum que é perseguido nas comunidades, mas essa é a retórica perfeita para entender ambos os lados da política. Reservadas as exceções de um e de outro lado, a esquerda é o mocinho. A extrema-direita...
... ... ...
Respeite autorias. É lei