18 de agosto de 2023 - 21:48

Morador de Duque de Caxias conquista Prêmio Internacional por projeto de pulseira para deficiência intelectual

Baixada Fácil

Morador de Duque de Caxias conquista Prêmio Internacional por projeto de pulseira para deficiência intelectual

O ex-aluno da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch — unidade pertencente à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em São Cristóvão, Zona Norte carioca — Lucas Manso Xavier acaba de conquistar a primeira colocação na categoria Inovação do FIE México 2023 (Fórum Internacional de Empreendedores).

Ex-aluno também da ONG JA Rio de Janeiro e atual assistente de Projetos na organização social, que atua globalmente com foco em empreendedorismo, educação financeira e preparação para o mercado de trabalho, Lucas projetou uma pulseira específica para facilitar a comunicação de pessoas com deficiência intelectual e ajudar em sua inclusão na sociedade. A pulseira projetada teria QR Code e NFC (tecnologia de comunicação sem fio presente em smartphones), que permitem escanear informações e levar o interlocutor a entender como as pessoas usuárias do produto querem ser tratadas.

A criação da equipe liderada por Lucas – escolhido para a função, apesar de não falar espanhol fluentemente, por outras 19 pessoas de nacionalidade mexicana –, que esteve presencialmente na competição, realizada no México nas primeiras semanas de julho, teve uma inspiração familiar, misturando empatia e representatividade. “Tive duas tias com deficiência e sempre quis ajudar na inclusão desse público”, conta o jovem, de 24 anos, o primeiro da família a chegar à universidade pública.

Para ele, que vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conquistar a primeira colocação em um dos maiores fóruns de empreendedorismo do mundo é a realização de um sonho. Participar da competição, que reuniu 510 pessoas de diferentes países, representou outras vitórias, como desenvolvimento e aprendizado de diferentes habilidades, cruciais tanto para a vida pessoal, quanto para a carreira, fruto também do aprendizado que ele adquiriu em cursos realizados pela JA Rio de Janeiro.

“Além de trabalhar em equipe, o que mais aprendi com o desenvolvimento do projeto foi ter empatia e resiliência para lidar até mesmo com situações adversas, como a barreira linguística. Tudo isso significou muito para mim pessoal e profissionalmente. Possibilitou que eu assimilasse novas ferramentas de prototipagem de ideias inovadoras e lidasse com públicos bastante diversos”, afirma.


Premiação é resultado de outra competição empreendedora

Lucas contou com muita ajuda para comparecer à premiação mexicana. Fora seu esforço pessoal, lançou uma “vaquinha” on-line[J01] para custear os gastos da viagem, contando com apoio institucional e pedagógico da JA Rio de Janeiro, que também divulgou a campanha de arrecadação de fundos nas redes sociais. Premiado ainda em 2019, quando venceu um outro desafio durante o Findinexa Brasil (FNB), um dos maiores eventos de empreendedorismo jovem do país, só agora recebeu efetivamente o prêmio. O longo intervalo se deu por causa da pandemia. Apesar da espera, o sentimento é de gratidão.

“Mesmo que não tenha conseguido todo o valor, a ‘vaquinha’ me ajudou bastante. O foco, agora, é tentar captar o que falta. Ao mesmo tempo, só tenho a agradecer por todo incentivo e suporte que a JA Rio de Janeiro me deu em todos os momentos. Foi a primeira instituição a confiar em mim. Experimentei algo que vou levar para vida. Sinto muita gratidão”, destaca. Clique aqui para contribuir com a “vaquinha”[J02].


Terceira colocação em empreendedorismo cultural e educação transformadora

Além da premiação individual, Lucas teve mais uma conquista no evento. A delegação brasileira, composta por ele e mais três jovens, apresentou dados econômicos, sociais e culturais do país a um júri especializado, garantindo a terceira colocação, dentre 25 delegações, na categoria Melhor Apresentação Cultural do Minha Terra.

E mais do que entusiasmado pessoal e profissionalmente, o morador da Baixada Fluminense tem um sonho coletivo: que a educação seja, de fato, um agente multiplicador de mudanças na vida de outros jovens como ele.

“Meu maior sonho é que a educação seja uma porta de transformação social e pessoal na vida da juventude brasileira, dando oportunidade de crescimento e desenvolvendo o pensamento crítico para que nossas ações sejam pensadas e direcionadas numa sociedade democrática, justa e pacífica”, acredita.

Para Lucas, por mais que surjam adversidades na vida, é preciso persistir no caminho. Segundo ele, a conquista de espaço vem paulatinamente. “De acordo com a nossa realidade, temos a possibilidade de atingir nossos sonhos com muita atitude, garra e comprometimento”, diz.

Sobre a concretização do projeto campeão do FIE México 2023 no dia a dia de pessoas com deficiência, o assistente de Projetos na JA Rio de Janeiro esclarece: “Para que chegue ao público final, ainda é necessário aprimorar as pesquisas e entender a viabilidade dentro da realidade brasileira. É o meu sonho”, finaliza.



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