27 de outubro de 2010 - 02:04

A invasão

Quem me conhece sabe muito bem que sou ateu, não acredito em necasdepitibirbas de fantasmas, lobisomem e muito menos em deus e o diabo na terra do sol. Também sou cético em relação a OVNIS, UFOS, Área 56 e o escambal. Já li muitos livros sobre o tema, principalmente os de Erich Von Däniken (Eram os deuses astronautas? e De volta às estrelas), Raymond Bernard (A Terra Oca), e de Ralphs Brum e Juddy Brown (A verdadeira estória dos discos voadores) e toda a coleção da Revista Planeta etc etc, sempre me mantendo cético em relação ao assunto, embora muito curioso.
Na verdade sempre achei que as coisas só aparecem para quem acredita, principalmente se for fantasma, alma-do-outro-mundo e extraterrestre. Apesar de nunca acreditar nessas coisas posso garantir que o fato acontecido é vero. Quem me conhece sabe que eu não minto em relação a esses assuntos.

No início da década de 1970 eu tinha comprado um terreninho lá pelas bandas da reserva florestal do morro da Caixa D’Água, no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, daí ter de contratar um pedreiro e uns ajudantes para construir uma meia-água (casinha pequena de apenas um ou dois cômodos) e depois ir fazendo uns puxadinhos (aumentando com pequenos cômodos) de modo a receber uns amigos no final de semana para fazer caminhadas, tocar violão e beber batida de limão, que faz todo mundo desafinar juntos e unidos.

Todo final de semana subíamos eu, a patroa e os filhotes e ficávamos hospedados na casinha da Lú, ex-hippe e amiga nossa que nos indicou o lugar e nos convenceu a comprar o terreno. Ficando na casa da Lú estávamos perto da obra e poderíamos dar um apoio filosófico e constatar o progresso braçal dos trabalhadores contratados, tudo gente boa e indicados pela própria Lú.

Em uma certa noite, após termos acabado de “virar” a laje, com direito a mocotó, cachaça e cerveja gelada, afinal de contas a colocação de uma laje é um acontecimento social importante em nossas vidas, no qual se reúnem os amigos mais chegados e os familiares em uma confraternização só comparável ao Natal.
Lá pelas dez da noite muita gente já tinha debandado, uns voltando pro Rio, outros dormindo dentro do carro e uns poucos expiando o céu apinhado de estrelas, muito bonito lá nas bandas do Morro da Caixa D’Água, sendo uma das atrações do lugar. Essas poucas pessoas podem afirmar e ratificar o que eu vou contar.

O tempo foi passando e eu acho que já era uma da madrugada quando se deu o acontecido. Os presentes eram exatamente eu, Ceará (mestre-de-obras), Baianinho, Gabirú, Cabeça-de-Ovo e Bacabal. Confesso que nós já estávamos meio bêbados, mas presenciamos e posso afirmar, os outros até jurar por Deus.
Vimos uma luz estranha se aproximando, meio helicóptero, meio camburão e Baianinho falou:

- que será que tão procurando com a luz desse pteroscopitero?

Ficamos meio que perplexos, mas em poucos segundos deu para ver que aquilo não era coisa desse mundo. A nave pouco maior do que um fusca pousou bem em frente a gente. Daí desceram três indivíduos com mais ou menos um metro de altura e um quarto camarada um pouco mais baixo que os três. Este último parecia ser o chefe de todos, pois gesticulava bastante e dava as ordens, lá na língua deles.

Um deles falou:

- Vimos em missão de paz, mas se encresparem metemos balas em vocês seus cornos! Levem-nos a seu superior, é uma ordem!

- O patrão é esse aqui (respondeu Ceará apontando para mim)

Eu tava meio chapado! Meio a varejo de tanta catuaba e fui logo engrossando com eles:

- Qual é a de vocês seus cabeçudos? Vem lá dos quintos dos universos pra atrapalhar a nossa confraternização e ainda por cima chegam cheios de marra?

Virei pra rapaziada e dei a ideia de sentarmos a porrada nos verdinhos. Gabiru e Bacabal foram logo atropelando os três e Cabaça-de-Ovo deu-lhe uma pazada no cabeção verde do chefe deles. Quando dei por mim... os quatros já estavam dentro do fusca-espacial e aceleraram o mais fundo possível aquela geringonça.

Sei não!
Acho que naquela noite frustramos uma possível invasão ao nosso planeta.

Faltou mesmo o pessoal de Hollywood para filmar o acontecido, garanto que a gente faturava o Oscar.

Como dizia Jack Pallace:

Acredite se quiser... se não quiser que conte outra.

Acompanhe os comentários...

Total: 2 comentários


  • 25 de maio de 2011 - 13:45
    Anônimo diz:
    Tá de sacanagem!!!!!!!!!

  • 03 de novembro de 2010 - 10:58
    Eduardo Abreu dos Santos diz:
    Muito boa a história, Parabéns!