03 de março de 2017 - 11:47

Fosfoetanolamina começa a ser produzida como suplemento alimentar

Baixada Fácil

Fosfoetanolamina começa a ser produzida como suplemento alimentar

Quando se trata da questão da Fosfoetanolamina, o senso comum aponta novos caminhos a cada momento. Conhecidamente como “pílula do câncer”, a substância abriu mais um capítulo em meio ao debate. No dia 11/02, a Folha de São Paulo noticiou a produção do composto como suplemento alimentar.


Na matéria link, a referência ao período em que o deputado federal Celso Pansera foi ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação. A causa da Fosfoetanolamina foi abraçada  por ele ao início da gestão do MCTI.


Produzi-la como suplemento alimentar era a forma de “tirar a substância do câmbio negro e dar legalidade a esse produto”, conforme afirmou à época, considerando a existência de um mercado paralelo.


O médico Renato Meneguelo e o cientista Marco Vinícius Almeida iam na mesma linha. E de acordo com a matéria, se separavam do grupo original que pesquisava a Fosfoetanolamina no Brasil, comandado por Gilberto Chierice (então professor da USP em São Carlos). Tanto que Almeida e Meneguelo estão lançando a versão da substância como suplemento.


Vale lembrar que quando da publicação dos resultados iniciais da pesquisa, o en-
tão ministro sugeriu a legalização da Fosfoetanolamina como suplemento alimentar, uma vez que os primeiros testes concluíram que não havia riscos de efeitos adversos para a saúde.


No ano passado, de volta à Câmara, o parlamentar voltou a afirmar que considerava a legalização da Fosfoetanolamina sintética como suplemento alimentar a melhor alternativa. Isso, claro, enquanto a pesquisa para avaliar a eficácia da substância no tratamento do câncer não fosse concluída.


“Se a substância vier a ser suplemento, ela não substitui nenhum tratamento médico e medicamentos já com eficácia comprovada contra a doença”, disse Pansera, em maio de 2016.


À época, numa reunião realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), com representantes dos grupos de estudos sobre a Fosfoetanolamina, a secretária-geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Claudia Masini d’Avila-Levy, avaliou como exemplar a conduta do MCTI, ocorrida durante a gestão de Celso Pansera.


Atualmente, a pesquisa está em sua segunda fase, sob a responsabilidade do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Essa etapa avalia a eficácia da droga em cerca de 200 novos pacientes. Caso pelo menos três pacientes de cada grupo tenham benefícios com o uso da droga, o grupo pode ser expandido progressivamente. Esta seria a terceira etapa da pesquisa, que poderia chegar a mil pacientes. O MCTI destinou R$ 10 milhões para pesquisar os efeitos da Fosfoetanolamina no tratamento do câncer.


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