Saúde | 08 de março de 2017 - 18:52

Doenças oculares atingem mais as mulheres

Baixada Fácil
Doenças oculares atingem mais as mulheres

As mulheres são mais atingidas por problemas oculares do que os homens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), duas a cada três pessoas cegas no mundo são mulheres. Diante disso, a oftalmologista Kátia Mello, diretora do Centro da Saúde Ocular Kátia Mello, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, aproveita este Mês da Mulher para alertar sobre a importância da prevenção de doenças que afetam os olhos femininos.


Questões socioeconômicas, como as diferenças educacionais e financeiras, estão entre os motivos apontados pela OMS para a prevalência de doenças oculares em mulheres. Muitas não têm acesso a informações sobre cirurgia de catarata, glaucoma, entre outros problemas que afetam a visão. Em muitos casos, devido à distância de suas moradias, algumas também enfrentam dificuldades para acessar unidades de saúde.


De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), as doenças oculares que afetam desproporcionalmente mais mulheres do que homens são variadas. Alguns exemplos são a degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética, olho seco, glaucoma, catarata, doenças neuroftalmológicas, doenças oculares inflamatórias e as relacionadas ao fluxo sanguíneo na região dos olhos.  


Outro fator que contribui para a maior suscetibilidade das mulheres a doenças oculares é o fato delas estarem vivendo mais do que os homens. Segundo o IBGE, enquanto a expectativa de vida dos brasileiros é de 71,3 anos, a da população feminina é, em média, 78,6 anos. Por isso, elas ficam mais expostas à catarata, degeneração macular, retinopatia diabética, síndrome do olho seco, entre outros problemas na visão.


Além de fatores ambientais, sociais e idade avançada, os problemas oculares em mulheres podem ter causas genéticas, hormonais e imunológicas. Doenças autoimunes como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla, que podem comprometer a visão, atingem com mais frequencia as mulheres.


A oftalmologista Kátia Mello explica também que durante a gravidez é necessária uma atenção redobrada à saúde ocular. “Nesta fase, os olhos costumam apresentar maior vulnerabilidade. É comum a mulher sentir a visão embaçada, olhos secos e ter reações a lentes de contato, além de aumento de grau de problemas refrativos já existentes, como presbiopia, hipermetropia, miopia e astigmatismo. Outra preocupação é com a pré-eclampsia, que consiste no aumento da pressão arterial, ocasionalmente a partir da 20ª semana, e o diabetes gestacional. Ambas podem provocar sequelas graves na visão”, orienta. “Exames oftalmológicos também devem fazer parte do pré-natal”, completa.


Visitas oftalmológicas periódicas devem estar incluídas na rotina de todas as mulheres. Além disso, de acordo com Kátia Mello, hábitos saudáveis também contribuem para a saúde da visão. Alimentação equilibrada, atividades físicas, controle do estresse, usar óculos escuros com proteção contra os raios ultravioleta, não fumar e evitar bebidas alcoólicas são algumas atitudes que ajudam a manter a saúde ocular.


De acordo com a médica, uma maior atenção governamental à saúde ocular feminina também é imprescindível. “Programas e projetos que facilitem o acesso a orientações, consultas e tratamentos oftalmológicos pelas mulheres de renda mais baixa são muito importantes para reduzir essa prevalência de doenças oculares em mulheres”, comenta Kátia Mello.



Mais informações no site www.centrokatiamello.com.br,
no perfil da clínica no Facebook: https://www.facebook.com/centrokatiamello.com.br?fref=ts ou pelo telefone: (21) 3344-7321.