Política | 07 de março de 2018 - 18:38

Deputado Celso Pansera retorna ao Partido dos Trabalhadores

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Deputado Celso Pansera retorna ao Partido dos Trabalhadores

Mais de 20 anos depois, o deputado federal Celso Pansera retornou aos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT), em cerimônia realizada na Liderança do partido na Câmara dos Deputados, na última terça-feira, dia 06/03. O parlamentar, que foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo Dilma Rousseff, tem uma longa trajetória de luta em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos dos trabalhadores.


“É um reforço em nossas trincheiras na luta contra o golpe, os retrocessos e na defesa da democracia e do ex-presidente Lula”, disse o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).


A cerimônia de filiação ocorreu na presença da presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), de parlamentares petistas, do presidente da agremiação no Rio de Janeiro, Washington Luiz Cardoso Siqueira, conhecido como Washington Quaquá,  da presidente do diretório municipal de Duque de Caxias, Aline Rangel, e outros dirigentes.


Segundo Pansera, a decisão de retornar ao PT, ao qual foi filiado até 1992, foi tomada após profunda reflexão. “Foi uma clara opção política e ideológica, uma escolha por um modelo de sociedade que queremos: democrática, desenvolvida justa e solidária”. Ele observou que o conteúdo programático do PT vai ao encontro de seus ideais.


O deputado destacou também a importância de se fortalecer, neste momento, as trincheiras da esquerda, que vem sendo atacada pelas forças reacionárias que conquistaram o poder a partir do golpe de 2016. Segundo ele, é necessária uma união da esquerda e das forças progressistas em defesa da Constituição e da democracia.


No último domingo, dia 4, o parlamentar foi recebido no diretório municipal do PT Duque de Caxias, onde reside atualmente, e a Executiva aprovou o regresso de Pansera aos quadros com unanimidade.


Nascido em São Valentim (RS), Pansera é um dos seis filhos de agricultores. Na escola, destacou-se na militância estudantil e elegeu-se secretário-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE). Aos 26 anos, foi para o Rio. Foi filiado ao PT, que deixou em 1992, quando entrou no PSTU, do qual se desligou em 2001. Ele votou contra a cassação do mandato da presidenta Dilma e votou favoravelmente às duas denúncias da Procuradoria-Geral da República contra Temer.


Para ele, o PMDB mudou radicalmente, saindo das origens de centro-esquerda democrática para assumir, com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, uma agenda neoliberal e de direita, não havendo mais, portanto, condições para que permanecesse no partido.