Municípios | Queimados | 18 de dezembro de 2017 - 16:39

Violência obstétrica é discutida por profissionais da saúde em Queimados

Baixada Fácil
Violência obstétrica é discutida por profissionais da saúde em Queimados

Mais um dia de capacitação para os profissionais do município de Queimados. Na última sexta-feira (14),  foi a vez da 7ª edição do Fórum do Setor Técnico de Enfrentamento às Violências,  que teve como título do evento ‘Arena de Saberes: Diálogo pelo fim da violência – Do Pré Natal ao Pós-Parto’. O evento aconteceu na sede da Vigilância em Saúde e teve como objetivo  discutir o papel e a postura do profissional de saúde antes, durante e depois do parto, perante as mulheres.


“Na hora de fazer, você gostou, né?”, “Não chora não, ano que vem você está aqui de novo!”, “Se continuar com essa frescura, não vou te atender!” foram umas das frases citadas e criticadas pelos palestrantes, que foram os subsecretários de Saúde Kelly Lisboa e Uilen Barbosa. Além disso, foram distribuídos panfletos, textos e vídeos para os profissionais, que  tratavam justamente em criticar o modelo obstétrico violento e o excesso de intervenção médica em alguns casos.


Para a subsecretária adjunta de Vigilância em Saúde e também enfermeira Kelly Lisboa, o evento é uma forma de alertar aos profissionais para esse tipo de violência, que acontece em um dos momentos mais importantes da vida de algumas mulheres.  “A gente realmente tem que ter discussões sobre isso, e entender que isso tudo também é uma forma de violentar uma mulher. É preciso lembrar que até mesmo na hora do parto, as mulheres sofrem com a possibilidade de não terem seus direitos”, declarou.


Já para o subsecretário Uilen Barbosa, que além de enfermeiro já trabalhou como professor, é importante ressaltar os dados da violência obstétrica, que assustam: uma em cada quatro mulheres no Brasil sofre violência durante a gestação ou parto. "Os dados são alarmantes e mostram que há uma cultura de violência dentro dos centros cirúrgicos e enfermarias. São eventos como esse  que isso vai sendo exterminado no meio profissional. Estamos aqui pra fazer a diferença", concluiu.


Coordenadora técnica do combate à violência obstétrica, Márcia Guimarães, 38 anos, acompanhou o Fórum do inicio ao fim e aproveitou para se atualizar "Estamos todos aqui para aprender e renovar nosso trabalho.  Existem diversas formas de violência contra a mulher, e essa não pode ser esquecida, é uma violência contra a mãe e contra o filho",  declarou.