Colunistas

Márcio Libar

Sempre quando as pessoas falam da necessidade de uma política de apoio ao circo,  eu sempre percebo um tom de nostalgia no discurso, como se aquele sonho vivido na infância (só na infância) não pudesse deixar de existir, como se o circo fosse uma espécie de “primo-pobre” das demais artes e do entretenimento e merecesse uma ajuda caridosa por parte do governo. Acho até que existe um tipo de glamour intelectual quando se pronuncia: Não deixem o circo morrer!”.
Sei que é um risco fazer essa afirmação logo na primeira linha. Mas agora tenho outras tantas para poder me explicar. Não tenho gostado de me identificar com um certo tipo de artista que se alimenta exatamente do “glamour” que impera nesse meio, todo artista tem aquele ar de: “olha como eu sou especial”.