Colunistas

Cabrocha, a flor do samba

Ana LĂşcia Rabello

Me pergunto até onde a vaidade vai levar a mulherada?

Muitas vezes surge na tenra idade de uma mulher, ou de alguns homens.
Outras se manifesta de forma desenfreada no auge da feminilidade.
O que desencadeia? Ninguém sabe.

Composição: Martinho da Vila

Samba
Da cabrocha bamba
Que sambando sonha
Com um lar na rua

Morro
Do malandro triste
A canção existe
Em noites de lua

Eu fui num samba

santa nĂŁo....mulher
NĂŁo quero ser a santa em teu altar
Tenho desejos e delĂ­rios de paixĂŁo
Meu corpo transpira emoção
De sĂł por ti suspirar...
NĂŁo sou um anjo nas alturas

Geralmente estas indagações rolam no final da noite e sempre numa mesa de bar, entre amigos.

Derrepente senti um cheiro gostoso...
Do bolo da vovó? Ou do café com leite que a minha avó preparava? Do feijão dela??? Hummmmm...
SIM!!!! Da casa da minha avĂł... Mas, que saudade...

Na década de 1980 a publicidade foi tomada por campanhas de uma marca de vestuário que causavam polêmicas. Era a Benetton. Os maiores de 30 anos com certeza lembram.

Se este texto pudesse ser sonorizado, ao lê-lo você ouviria a música “De frente pro crime”, de João Bosco e Aldir Blanc.  Achei o contexto da música semelhante e que por tanto completaria a situação por mim presenciada – um homem, de seus vinte tantos anos presumíveis, de repente caiu pra trás, no chão da rua! – Nunca imaginei ser possível tal fato!  Não esse, mas o que se seguiria – ninguém acudiu o rapaz. Pior, ninguém sequer olhou pra ele.

Há muito tempo que a satisfação de olhar o outro ultrapassou as fechaduras das portas e as frestas das janelas. A expressão “olhar a vida alheia” tomou dimensões insólitas, favorecida pelo conjunto dos meios de comunicações de massa.

Época de eleições e promessa de uma sociedade melhor andam de mãos dadas. O discurso é o mesmo e os personagens? Ah, é aquela estória " Vocês lembram da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos... Quanta diferença!" – Figuraças! Não querem largar o osso!