A Arte da Desmistura | 22 de agosto de 2015 - 09:04

O Ponto Preto

     Mais uma parábola me chega, nesta minha vida de catador de vagalumes.


     E conta a história de um chefe que marcou uma reunião de funcionários responsáveis por alavancar a venda de produtos da sua firma para discutir o planejamento das novas ações e definição de metas a serem alcançadas.


     Os funcionários voltavam de uma palestra que tinha transformado suas expectativas de retorno num grande fracasso, em face do seu desempenho atual e por circunstâncias que envolviam o momento do mercado e da instituição.


     Sua origem é um livro de Huberto Rohden, outro sonhador que procura, no seu caminho, trazer mais luz para as criaturas.


     O referido chefe abriu a reunião colocando na parede que servia para a apresentação de projetos e seus gráficos um grande cartaz em branco, tendo ao centro um ponto preto. E nada mais.


     Perguntou ao funcionário mais próximo o que ele via e o funcionário respondeu;


    - Um ponto preto, no meio de um cartaz em branco.


   Fez a mesma pergunta ao segundo, que repetiu a resposta.


    Perguntou ao segundo, ao terceiro e aos demais e a resposta foi, invariavelmente a mesma.


     Ele então se disse estupefato!


     Ao que os funcionários responderam com cara de surpresa, por não terem entendido a razão do espanto do chefe.


    E o chefe prosseguiu:


    - Eu lhes trouxe um magnífico cartaz em branco, com um ponto preto no meio, fazendo-lhe um contraponto e significado, e todos enxergaram um pequeno ponto preto, no cartaz, sem a menor importância...


    E esta é a postura normal das pessoas. Descobrirem o que desqualifica um contexto. Com isso, perdemos a oportunidade de ver a vida pelo seu lado positivo.


     Nós somos mestres em procurar o erro e o problema... E há outras formas de ver a mesma situação, extremamente mais proveitosas.           


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Sobre o autor

Ivan Wrigg Moraes é poeta, psicólogo, compositor, analista de sistemas, professor e articulista. Publicou cinco livros de poesia e uma antologia poética, dois de literatura infantil, uma prosa filosófica e quatro livros sobre história do teatro, além de ter gravado dois CDs solo (Lenha na Fogueira e Se Rolar, Rolou). Recebeu prêmio da UBE para o livro 3 x 4, de poesias.

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