Já escrevi aqui que tenho minhas rabugentices de plantão. Inclusive as musicais. Prefiro os meus discos velhos, os meus compositores velhos etc. e tal. Mas não demonizo o novo nem tampouco acho tudo chato e sem graça.
Conheço alguns integrantes do meu cÃrculo social que observo detentores de uma espécie de SÃndrome da Minoria. SÃndrome da Minoria? Bem, foi a forma que eu encontrei para reconhecer aquelas pessoas que são refratárias a tudo o que deu certo, porque, presumo, se sentem fracassadas. E o fracasso, por vezes, leva à revolta, mesmo que seja a intelectual. Revolta é revolta.
Os que são de fato incompreendidos, verdadeiramente insatisfeitos com a situação enfrentada, possuem um ar de contestação mais focado, geralmente embasados em inúmeras horas de reflexões ou até mesmo num bom senso inato. São discordantes, mas pensam. Possuem um elemento de que os fracassados e os revoltados carecem: discernimento. Sabem valorizar argumentos alheios (inclusive aqueles em que não concordam inteiramente), vêem as eventuais qualidades dos seus inimigos, engendram análises a partir do cérebro e não do fÃgado, ponderam, recuam, vibram com o ser humano, ampliam, extraem, compartilham, planejam e avançam mesmo cercados por coisas de que não gostam ou de que não se identificam. Contemporizam. Contribuem.
De modo diferente agem os tipos fracassados e revoltados: ninguém presta, nada presta; foram tão habituados a protestar contra tudo e todos que não conseguem conforto no campo afirmativo. Talvez tenham medo de as pessoas os acharem uns completos idiotas. São inseguros quanto à s suas próprias ações e então se abrigam no lado que conhecem bem: o da pedra na mão. São pessoas extremamente umbilicais que vêem a vida somente no entorno das suas próprias contrariedades. Desconfiam de tudo. Tecem longas complexidades quando o assunto é simples. Reduzem-se em apertadas simplificações quando o assunto é complexo. Acham que o mundo não é mais deles. Antes era melhor. Hoje é uma merda. Por que pensam assim? Porque têm a necessidade do combate contra alguém ou contra alguma coisa. Antes havia um inimigo definido, mas hoje ele está espalhado além das suas (deles) compreensões revolucionárias de plantão. Não se desvincularam ainda da época em que se achavam úteis e integrados frente a um problema ou a uma bandeira. Tinham motivos e eram fiéis a uma verdade estabelecida de maneira simultânea. E hoje? Lutar contra o quê? Onde? O inimigo pulverizou-se. Criou camuflagens muita vez imperceptÃveis. E quando não percebem nada, atacam o conjunto da obra indiscriminadamente.
E eu que pretendia inicialmente escrever sobre a quantidade de regravações que estou ouvindo no rádio de músicas brasileiras. Estão regravando Dominguinhos, Nara Leão, alguns rocks brasileiros da década de 80, Dorival, Guilherme Arantes e muitos outros. Há os que dizem que a opção é relevante e que é melhor que haja mesmo releituras porque trazem a conseqüente valorização dos artistas de um passado recente. Porém, há outros que dizem: esse pessoal não faz joça nenhuma e ainda estraga o que já foi feito anteriormente.
O que incomoda vale à pena.

Mas é incrivel mesmo... como tem muita gente boa por aÃ... fazendo bons trabalhos.... não só na música... mas parece que a mÃdia só se interessa pelo que vende....pelo.. comercial... ou o que está na moda... Se aqui na baixada a gente vê tantos bons trabalhos.. imagina neste mundão do Brasil.
O meu amigo Peregrino é um.. que eu admiro muito.. principalmente pelo repertório.. que não é aquelas músicas que a gente está cançado de escutar nas rádios e vizinhos...rssss.... Tem tantos outros.. o Gabiru... o meu amigo Dudu.... Daniel Guerra...Fernanda .... etc.. (me desculpe se não citei todos)..
Paulo Nardi.
Se você quiser eu começo a dar nome aos bois... Uns boizinhos até famosos na região. A propósito, a parada não é sÃndrome da minoria, é sÃndrome de necrotério, ou seja, pra ser bom tem que estar morto, ou pelo menos sumido.