Lendo uma das tantas crônicas de Arnaldo Jabor, pude nortar o quanto nós, mulheres, estamos nos vendendo para a sociedade capitalista. São MLs e mais MLs de silicone; furos e mais furos de agulhas; lipo aqui, lipo ali; a cadia dia estamos nos entregamos mais um dito pradão de beleza, estabelecido por pessoas e em momentos que nem sabemos ao certo.
Surgem, no século XXI, cirurgias inovadoras que visam deixar a mulher mais bonita, em forma, sem gorduras e, supostamente, perfeita.. Mas que perfeição é essa que nos enlouqueçe para ficar igual as modelos da Victoria Secret, ou quem sabe as “maravilhosas” cantoras norte-americanas? Será que os casos de distúrbios alimentares e as mortes causadas por esses, validam essa ditadura da beleza feminina? … Atualmente, não somos vistas como mulheres, mas como objetos de prazer.
De forma única, Arnaldo Jabor descreve esse ânsia que as mulheres sentem por cuidar de seu corpo e ainda acrescenta com o pensamento contrário aquele que esperamos de muitos homens. ”Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês “malharem” e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem… igual a feiticeira dos seriados de Tv: Façam-os sumirem da sua vida!!”.
As diaduras militares acabaram, mas foi-se instaurando uma invisível, que destroi aos poucos, transforma mulheres em objetos de plástico com sua pele lisa e sem rugas. Transbortando no funil da sociedade, vulgaridade e futilidade. Um feminismo ao avesso, aonde a mulher não tenta seu espaço no ambiente social, mas este impõe um papel a ser “engolido” pela mulher, o papel do consumo e de animal de teste, o qual prova toda e qualquer “evolução” que descobrem ou criam.
