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Não lembro bem da primeira vez que te vi. Mas lembro que meus dias a partir de então nunca mais foram os mesmos. Como se abster de uma beleza tão definitiva? E de pés tão formosos capazes de causar inveja aos deuses do Olimpo? E de mãos tão macias que domam as tensões da minha carne arredia? E da sua gargalhada franca e aberta que mergulha minha vida numa felicidade unÃssona?
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São tantas as coisas que eu gostaria de dizer, de relembrar, de fazer de novo, de não fazer, enfim, tantos caminhos trilhados ao seu lado! Eu simplesmente poderia escrever mil linhas sobre as longas noites de amor, nesses momentos onde nos sentimos escolhidos, privilegiados, contemplados pelo néctar poderoso que faz de dois o nascimento de apenas um ser ungido pela doçura imensurável do mel do amor total e definitivo.
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Não sei se você define ou sente o amor da mesma forma de que eu. Defino o amor que sinto por você como uma expressão quase totalitária de um sentimento que invade cada pedacinho do meu dia e que preenche todas as lacunas possÃveis. Penso em você quando acordo, quando como, quando durmo. Penso em você em todas as horas, nessa saudade filho-da-puta que a sua ausência me provoca, nesse cinema em PB que fica a minha vida sem a sua participação, nessa historinha sem graça que se tornam os meus dias sem a luz e sem as cores do seu olhar. Sem você, meu amor, meu ar fica poluÃdo, minhas noites são em claro, minhas madrugadas são longuÃssimas sessões de angústia e solidão.
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Sabe, amor, quero pedir desculpas pelos meus excessos. Todos eles. Excessos de quem quer o mundo funcionando num ritmo utópico das coisas. Entenda, sou um utópico. Um doidivanas alucinado que não sabe dividir o seu tempo. Um louco de pedra que faz tudo mas que sem você não faz nada. Um porralouca que quer o mundo mas não sabe dar um passo sem você. Mil desculpas pelas palavras injustas, mil desculpas por te tirar de nós, assim, tão sadomasoquistamente. Não estou eu aqui a assumir todos os problemas da gente. Estou aqui para dizer que esses problemas foram aumentados por nós mesmos. Eles são pequenininhos, raquÃticos, anêmicos perto da fortaleza do nosso amor e da confiança que adquirimos um no outro. Vamos nos perdoar simultaneamente?
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Eu acho que vou fazer uma coisa que ninguém fez ainda desta forma. Uma coisa que está absolutamente em sintonia com a minha vontade e com o meu desejo: quero te convidar a viver o resto da sua vida comigo, a dividir seus sorrisos e suas lágrimas, a ser seu melhor amigo, a ser seu homem, seu tudo.
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Quer se casar comigo?
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as opiniões se dividem: será este ser ,a que chamamos amor,excesso ou carência?
Sou signatário da segunda hipótese.Necessitamos do outro(ou de algo),para nos sentir plenos,como se isto ,nos criasse um sentido para nossa insignificante vida passageira.Filósofos criaram teorias sobre o amor.Shop disse que o amor existia para a perpetuação da espécie;contestava já naquela época, o amor romântico,shakespeareriano ,que ainda vivemos seus estertores nos dias atuais.De fato, o amor nunca teve a cara que nós vemos hoje.Ele foi mutante através das eras.Me interessa a gemelaridade, amor/ódio.Como o amor à alguém, ou à outro objeto do simbólico humano se transforma no seu oposto?Lembra-me uma certa infantilidade primordial,freudiana.Hoje,vivenciamos uma nova metamorfose.A apatia,o tédio, e o prazer imediato e fugaz tomam o lugar do amor romântico, do qual nós os dinossauros,fazemos parte ainda.Que fazer? se possÃvel, Amar...