Olho vivo, faro fino | 17 de setembro de 2017 - 21:21

EXPOSAMBA - OS 11 BAMBAS & RUI DE CARVALHO

Trata-se de um projeto multimídia, de cunhos paradidático e entretenimento, envolvendo artes-plásticas, música, poesia e textos sobre personagens emblemáticos da MPB, mais especificamente, formatadores e sedimentadores do gênero “Samba”.


 


No ano em quem se comemora os 100 anos da primeira gravação de um samba, tendo no rótulo do disco o termo “Samba” e ainda, sendo esta gravação respaldada por um registro feito na Biblioteca Nacional, no ano anterior, em 1916, é conveniente aos artistas brasileiros celebrarem tal data, tão especial para a cultura nacional.


 


Rui de Carvalho, cantor e artista-plástico de renome nacional, se dispôs a pintar 11 telas com parte destes artistas que fizeram do gênero “Samba” esse relicário e patrimônio do qual desfrutamos hoje, cem anos depois. Portanto, este espetáculo se propõe a reverenciar a data, com imagens de seus compositores, cantando seus clássicos e relembrando fatos pitorescos  sobre tais personalidades que marcaram definitivamente a arte brasileira, sendo o “Samba” o gênero que se tornou um catalisador da cultura nacional.


 


Com reconhecimento nacional, a partir dos anos 30, o gênero “Samba” teve o próprio Estado Novo como o seu primeiro investidor, patrocinando os concursos e os primeiros desfiles das Escolas de Samba, trabalhando na divulgação em massa dos artistas, na época, fortalecida pelo surgimento das emissoras de Rádio.


 


Na década de 1940 o gênero viria a ganhar mais um reforço, desta vez com a exposição internacional da cantora Carmem Miranda e seus filmes produzidos em Hollywood. Assim, o “Samba” começou a ficar conhecido e respaldado como cultura brasileira mundo a fora, desaguando, a partir década de 1970, em um produto de exportação dos grandes empresários da mídia nacional, fazendo com que os desfiles das Escolas de Samba sejam o ápice do carnaval mundial, tornando-se, segundo seu epíteto:


“O Maior Espetáculo da Terra”.


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Sobre o autor

Euclides Amaral é poeta, letrista, produtor e pesquisador de MPB. Carioca, formado em Comunicação Social, publicou os livros de poesias Sapo c/ Arroz (1979/2ª ed. 1984), Fragmentos de Carambola (1981), Balaio de Serpentes (Poemas & Letras-1984), O Cão Depenado (1985), Sobras Futuristas (1986) e Cynema Bárbaro (1989). Lançou Emboscadas & Labirintos (contos/Editora Aldeia, 1995), Alguns Aspectos da MPB (ensaios/2008/2ª ed. Esteio Editora, 2010 - 3ª ed. EAS Editora, 2014), “O Guitarrista Victor Biglione & a MPB” (perfil artístico/Edições Baleia Azul, 2009/2ª ed. Esteio Editora, 2011 - 3ª ed. EAS Editora, 2014), “Desafio das Horas” (poesias e letras), em 2013, pela Casa 10 Comunicação, e “Poesia Resumida - Antologia Poética 1978/2012”, também em 2013 pela mesma editora e com 2ª edição em 2014, pela EAS Editora. Entre 1999 e 2017 atuou como pesquisador musical da Biblioteca Nacional, FAPERJ, PUC-Rio, FINEP, CNPq e Instituto Cultural Cravo Albin produzindo verbetes para o site dicionariompb.com.br, também utilizados no Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira (Editora Paracatu, 2006). Colaborou em jornais e revistas com textos sobre a MPB. Publicou poemas em fanzines e antologias por várias editoras. A partir de 1978 produziu cerca de 30 discos para selos, gravadoras e artistas independentes. Tem registradas em CDs mais de 60 composições, entre gravações e regravações, em parcerias com Aljor, Big Otaviano, Bóris Garay, Cacaso, Carlos Dafé, César Nascimento, Claudio Latini, Cristina Latini, Eliane Faria, Elza Maria, Helô Helena, Ivan Wrigg, Jaime Pontes, Jênesis Genúncio, Jô Reis, Joel Nascimento, Lúcio Sherman, Marcelo Peregrino, Maria Tereza, Marko Andrade, Milton Sívans, Moisés Costa, Olten Jorge, Paolo Vinaccia, Paulo Renato, Reizilan Cartola Neto, Renato Piau, Reppolho, Rubens Cardoso, Sérgio Gramático Júnior, Sidney Mattos, Silvana Elizabeth e Xico Chaves. Entre seus intérpretes constam, além de muitos de seus parceiros citados, André Henriques, Anna Pessoa, Banda Du Black, Bernardo Diniz, Ceiça, Denise Krammer, Edir Silva, Grupo Mamulengo, Jane Reis, Jorge de Souza, Luiz Melodia, Luiza Dionizio, Mário Bróder, Martha Loureiro, Namay Mendes, Paulinho Miranda, Pecê Ribeiro, Solange Pereira e Victor Biglione. Gravou poemas em seis CD de parceiros e em seu disco solo “Quintal Brasil - poemas, letras & convidados”, (Selo Ipê Mundi Records/Noruega, 2012), com a participação de parceiros e intérpretes. Em 2017 finalizou o CD “Perfil – letras, poemas, parcerias & intérpretes”, com a participação de parceiros e intérpretes. Mais em dicionariompb.com.br O LIVRO ALGUNS ASPECTOS DA MPB pode ser baixado de graça clicando aqui.

O LIVRO "O Guitarrista Victor Biglione" também pode ser baixado de graça clicando aqui.

O verbete do guitarrista Victor Biglione pode ser baixado clicando aqui.

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